26 de abril | G1 Zona da Mata

Em operação desde 1º de janeiro de 1914, a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Guary, localizada em Santos Dumont, atingiu a marca de 112 anos de funcionamento ininterrupto e se consolidou como uma das fontes de energia mais antigas do país ainda em atividade.

Com uma capacidade de 5,4 megawatts (MW), a usina é uma peça ativa que ajuda a abastecer a rede elétrica que leva luz para as casas dos brasileiros.

🔎 Megawatt (MW) é a unidade que mede a potência de geração de energia. No caso da Guary, os 5,4 MW seriam suficientes para abastecer, em média, uma cidade de cerca de 25 mil habitantes.

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Pioneirismo e desafios logísticos

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Usina centenária marca a história da geração de energia na Zona da Mata — Foto: Elera Renováveis/Divulgação

A escolha da cachoeira do Guary, no distrito de São João da Serra, ocorreu depois que os engenheiros da época perceberam que a força da queda d’água era uma boa solução para levar progresso para a Zona da Mata mineira.

A construção da unidade começou em 1912, em uma época em que ter luz em casa era raro no interior do Brasil.

Sem estradas pavimentadas ou máquinas modernas, o transporte das peças pesadas e a montagem da estrutura foram desafiadoras.

“A iniciativa representou um avanço importante. Naquele tempo, pouca gente tinha acesso à eletricidade e a usina ajudou a abrir fábricas na região, o que fez a economia local crescer”, explica Guilherme Mendonça, diretor da Elera Renováveis, empresa que cuida da usina desde 2005.

O desafio de manter o ‘clássico’ em funcionamento

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Usina em Santos Dumont completa 112 anos em operação — Foto: Elera Renováveis/Divulgação

Mesmo com a estrutura centenária, a PCH Guary segue padrões atuais. Segundo a operadora, o foco está na continuidade da geração renovável e na segurança das barragens, o que mantém a usina como referência técnica e histórica da engenharia brasileira do início do século passado.

Além da usina de Santos Dumont, a Elera Renováveis opera outras duas unidades centenárias em território mineiro: as usinas de Cachoeira Alta e Matipó.

Atualmente, a companhia tem um portfólio de 3,5 GW de capacidade instalada, distribuídos em 12 estados. Desse total, os ativos hídricos representam 0,9 GW.

O grupo também é responsável pelo Complexo Solar Janaúba (MG), considerado o maior parque solar das Américas.

Fonte: G1 Zona da Mata

https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2026/04/26/com-112-anos-uma-das-hidreletricas-mais-antigas-do-brasil-continua-em-operacao-em-mg.ghtml